UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
Disciplina Escola, Culutra e Sociedade
Primeiro Semestre
Mário Augusto
Lendo o texto - Desigualdades educativas estruturais no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização - AKKARI, A.J. - In Educação e Sociedade, ano XXII, n.74, abril2001.p. 163-189., pude entender melhor os tipos de escola que temos hoje. Embora, sabendo das diferenças que as separam, as vezes estando dentro do sistema, sem ter tempo para fazer uma análise mais crítica sobre a ação do Estado e da iniciativa privada em relação a educação, fica nossa reflexão um pouco prejudicada, pois estamos ocupados em dar conta dos conteúdos. É isso que o sistema exige de nós.
As diferenças mencionadas no texto vejo no dia-a-dia das escolas que trabalho, pois lá temos professores da rede Municipal, Estadual e Privada. De certa forma isso é bom, possibilita-nos boas reflexões.
A visita aos sítios do MEC, da SEC e da SMED- Alvorada- possibilitou ver que, muito incipientemente, há algumas articulaões. Por exemplo: Escola Aberta. De uns tempos para cá ouve-se falar muito em abrir a escola para a comunidade e isso ninguém discorda. O problema era como se fazia. Das experiências que tenho alguém da comunidade oferecia-se para dar algum tipo de oficina e a escola era aberta aos fins de semana. O fato é que muitas vezes as pessoas iniciavam um trabalho e não terminavam. Não havia articulação pedagógica e as coisas ficavam pela metade, salvo raras excessões. O Governo Federal propôs um modo diferente. Agora a escola recebe verba para os oficineiros, líder comunitário responsável por abrir a escola no final de semana e professor articulador responsável em articular a comunidade com a escola para que possa realmente acontecer, tods esses três agentes são remunerados. A responsabilidade é maior, cada escola interessada tem que detalhar Porjetos, o que não acontecia antes. Cabe a SEC e SMED fazer a articulação entre as escolas e o Governo Federal.
Falando um pouco sobre o papel das instituições escolares, as diferenças são muitas contudo, a escola particular sabe para onde direcionar seu ensino: levar seus alunos a passarem no vestibular, ou seja elas preparam seus alunos para o vestibular. Será que elas estão erradas? Não sei. O vestibular é necessário, pois não há vagas para todos nas universidades públicas e nem nas particulares. O que acho injusto nesse processo de seleção para ingresso nas universidades, principalmente nas universidades públicas, é o fato de que as pessoas que competem por uma vaga não têm as mesmas condições para fazê-lo. Por exemplo: um menino negro, pobre e morador da periferia está fadado ao fracasso, não por sua incapacidade, mas por sua condição sócio-econômica. Penso que o ENEM, como programa de inclusão das classes mais desfavorecidas é um meio interessante para possibilitar o acesso as universideades com mais justiça, pois todos os concorrentes devem ser oriundos de escolas públicas, portanto as mesmas condições de aprendizagem. Não é uma solução definitiva, mas enseja um tema para reflexão. E a escola pública sabe qual é seu objetivo? Nós sabemos exatamente o que é melhor para nosso aluno em termos de aprendizagem? Aquilo que estamos ensinando realmente é o que ele precisar saber? Estamos na era digital, e agora o que vamos fazer?O modelo de escola pública que temos hoje, fruto de uma cocepção de educação do século XIX que servia e serve ainda até hoje para selecionar os melhores e manter as coisas no mesmo lugar, se presta a isto mesmo. Com salários defasados, seperlotação das salas de aula, falta de funcionamento de outras instâncias na rede de ensino, como psicólogos, fonoaudiólogos, oftalmologistas entre outros, o que estamos vendo e vivendo na pele é a falta de crédito nos estabelecimentos de ensino escolar público em todos os seus segmentos. Aos olhos da população seria melhor privatizar a educação, pois vêm nas escolas particulares um exemplo a ser seguido, o problema seria como pagar o estudo dos filhos.
A mudança que se faz necessária passa pela tomada de consciência de toda comunidade escolar. A tarefa é árdua, os interesses contrários são muitos, mas devemos enfrentá-los e não ficar esperando uma milagre acontecer.

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