segunda-feira, setembro 22, 2008

Gestão Democrática

Administrar uma escola não deve ser tarefa fácil. Pelo menos na escola onde trabalho, sei que não é fácil mesmo. As demandas são muitas. A escola que me refiro é uma estadual. Desde de o início do ano sofremos com a falta de professores e funcionários, sem falar na falta de recursos materiais: quando não falta uma coisa falta outra. Temso uma sala com dez computadores novos que está fechada, desde o ano passado está esperando a SEC mandar um professor para fazê-la funcionar e assim atender aos alunos. Os repasses de verbas são insuficinetes, pois as demandas são as mais variadas. Não temos uma quadra adequada para os alunos, quando chove o local onde as crianças fazem o lanche inunda, esse fato específico acontece desde quando entrei na escola e já faz cinco anos que trabalho lá. Ou seja, tentar discutir o pedagógico quando a escola está caindo nas nossas cabeças é bem difícil, só para citarmos os professores. Socializar o caos com a comunidade escolar é que temos feito, principalmente a partir da gestão da atual governadora.
Apesar de todas as bandeiras levantadas a partir da década de 1980, para a melhoria da educação em todos os sentidos, podemos perceber que estamos mais perto do ponto de partida do que da chegada. Principalmente no que se refere a gestão. Esta é feita por homens e como não somos iguais em tudo, ainda prevalece hoje as questões pessoais nas administrações das escolas. Mesmo que nas escolas da região metropolitana e na rede estadual haja eleição para diretores, ainda elas servem de disputas políticas no sentido mais baixo da questão. Vemos vereadores financiando campanhas eleitorais para diretores, com vistas a formar currais eleitorais e beneficiar-se mais tarde nas eleições municipais. Na rede de Alvorada, surgiu até a proposta de um vereador que pretende fazer uma lei para que os professores possam ser eleitos indefinidamente. Ora essa lei beneficiaria quem?
A nova escola que queremos democrática e participativa, ainda precisa sair do papel. Esse movimento deve começar dentro das escolas e os professores têm papel fundamental, mas para isso acontecer os docentes precisam rever suas posturas e escolher que tipo de escola querem, que tipo de cidadão querem formar, que tipo de participação querem dos pais, de que maneira - os docentes - querem que essa escola aconteça, se é que querem?

2 comentários:

ROSAURA KARST disse...

Oi
É Mário a escola ideal deve estar só no papel como disse a nossa colega Neusa, mas um dia tenho fé que vamos ouvir falar dessa escola que tanto queremos, ou seja, tanto sonhamos.
Abraços
Rosaura
Obs.: Mario não esqueça de colocar mais reflexões, pois pode te fazer falta para o portfólio.

Colégio Érico Veríssimo disse...

Olá, Mario!

Ressalto que precisa manter teu blog atualizado semanalmente. Sabes da importância deste registro.
Abraços,
Vanessa