Fim de estágio, é hora de ver que práticas funcionaram e que práticas não funcionaram, ou não se desenvolveram como o planejado e reorganizar as idéias. Apesar da experiência de anos de magistério, sempre temos e teremos algo a aprender: um jeito diferente de fazer a mesma coisa, um tempo diferente de desenvolvimento de projetos, lugares que não são sala de aula, mas que podem se tornar local para dar aula, uma leitura que no momento não usamos e que no futuro pode ser usada, uma fala de aluno que deve ser levada em conta, olhar a escola com o devido distanciamento que permita uma reflexão imparcial sobre a mesma, enfim, sempre teremos algo a aprender para poder ensinar. O PEAD muito contribuiu para que minha visão sobre educação, sobre a escola e, sobre tudo, minha prática pudesse se modificar ao longo desses quatro anos. Mas essa reflexão mais aprofundada penso que deva ficar para uma postagem final. Vamos à nona semana.
Na medida em que os alunos foram utilizando as TICs para desenvolver o Projeto de Estágio, sua capacidade de organização e utilização das mesmas foi melhorando, digamos assim, na medida em que as TICs deixam de ser novidade e passam a fazer parte do seu cotidiano. Isso superado, temos outro desafio: desmistificar a questão da internet como tábua de salvação para o problerma da baixa qualidade da educação e da aprendizagem dos alunos. Se fosse só isso era só largar os alunos na sala de informática com acesso à internet e estaria tudo resolvido. O professor continua tendo papel importante na construção do conhecimento do aluno, mesmo quando este está usando as TCIs. Para Piaget a aprendizagem do estudante será significativa quando esse for um sujeito ativo. Simplesmente deixar os alunos na sala de informática para utilizar o computador e acessar ainternet não garante que o aluno se trone um sujeito ativo. Os alunos podem ficar horas e horas em frente ao computador e não construir uma linha de conhecimento. Segundo Moran (2000,p.63), utilizar as mídias atuais na educação poderá ser revolucionário se ocorrer simultaneamente uma mudança dos “paradigmas convencionais do ensino” que afastam professores e alunos. “Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial.” O prefessor precisa apropriar-se do uso dessas mídias para mediar o uso das mesmas possiblitando aos alunos efetivamente construir conhecimento. Isso passa pela compreensão dos professores de que não podemos precindir de mudanças na forma como trabalhamos com nosso alunos. Está sendo dessa forma que estou conseguindo fazer minha turma trabalhar utilizando as TICs como ferramentas importantes para sua aprendizagem. Admisntrando os tempos de estudo de forma diferente, respeitando os tempos de cada aluno, mudando o locus de parendizagem, ouvindo os alunos, valorizando seus conhecimentos prévios.
Esta semana em um dos dias que fomos para sala de informática, utilizamos o open office para edição de texto. Das outras vezes que usamos a sala de informática, trablahamos om o tuxpaint e com pesquisas na internet. Minha expectativa era de que os alunos demorariam muito tempo para digitar o texto, que já havíamos construído coletivamente na sala de aula. Não foi o que aconteceu com a maioria dos alunos. Apesar da quase neunhma experiência com editor de texto no pc, os alunos se saíram bem. E como os adultos, que nunca utilizaram um computador para escrever, apresentaram as dúvidas báscias: como digitar uma letra maiúscula, como mudar de linha, como aumentar o tamanho do texto, como centralizar o título, como fazer para apagar uma letra escrita de forma errada, etc. Com a diferença de que o adulto tem vergonha de errar e a criança está disposta a tudo. Não tem medo de errar, quer ficar o maior tempo possível na frente do computador, quer ajudar o colega que sabe menos do que ela. Isso foi uma coisa que me chamou atenção. Quando estamos em sala de aula e um aluno espia o caderno do outro, este outro já reclama dizendo que fulano quer copiar do seu caderno e ainda fala que o mesmo é burro. Aquelas coisas que sabemos acontecem na sala de aula. Lá na sala de informática aquele que pede ajuda para outro colega não é chamado de burro e vários colegas se dispõem para ajudá-lo. Ainda não descobri porque isso acontece, justamente o oposto da sala de aula.
Chamou a atenção dos alunos o fato de aparecerem linhas vermelhas em abaixo das palavras. Expliquei-lhes que a linha vermelha sempre aparecerá quando a palavara estiver escrita de forma errada. Muitos alunos então começaram a fazer a correção, tentando primeiramente identificar onde estava o erro na palavra que copiaram do caderno. A maioria dos alunos havia escrito no caderno a palavra errada também, mas só que lá no caderno não aparece a linha vermelha para chamar sua atenção para o erro. Então uma coisa legal do editor de texto é o fato de aparecer essa linha vermelha para chamar a atenção dos alunos para forma como digitaram a palavra. E os alunos não querem que aquela linha fique ali, porque as pessoas vão ver que a palavra está escrita de forma errada. Continuamos o trabalho na sala de aula. Imprimi o texto de cada aluno com os erros e fomos para sala de aula fazer a correção utilizando o dicionário. Voltaremos para fazer a correção com computador, onde os textos foram salvos. Vejam algumas imagens:
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%A3o_professor-aluno
http://www.infoeduc.maisbr.com/arquivos/O%20papel%20do%20prof.pdf

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