domingo, novembro 04, 2007

Contação de Histórias

Relembrando antigas práticas, hoje posso dizer que estou realizando as mesmas coisas de forma diferente. É o caso da contação de histórias. No trabalho que estou realizando com os alunos das duas escolas, elaborei rapidamente uma atividade que envolvia contar uma história para depois dramatizá-la. A história contada foi: A Luva do escritor alemão Friedrich Von Schiller. Esta história foi escolhida para que eu pudesse trabalhar com os alunos a questão do não revidar um mal que alguém possa lhe fazer. Sabemos que a Donzela desdenha o amor do Nobre Cavalheiro, contudo ele ainda desce e recupera a luva que a Donzela deixou cair na arena. Uma coisa legal nessa história é que os alunos podem fazer o final da história, o suspense é mortal, estão todos na expectativa da luta entre as feras daí a luva cai: e agora? São muitos sentimentos envolvidos. O fato é que antigamente eu não contava a história eu a lia. O que é diferente de contar. Muito bem, seguindo basicamente as orientações de Celso Sisto em uma tabela disponibilizada no material da cadeira de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem - A, contei realmente uma história. Pude perceber a diferença e o retorno dos alunos, pois quando você realmente domina aquilo que está fazendo pode aproveitar momentos da sala de aula para enriquecer sua história. Por exemplo: se você não está preso a leitura pode olhar para as crianças e buscar aquele mais tímido para ir dramatizando o que está sendo contado, pode torná-lo um personagem, mesmo que este não fale, mas que se coloque em posição ali onde o rei está sentado. Naquele momento ele é o rei. E assim tantas outras coisas que vão surgindo ao longo da contação.
No domingo dia 04/11/2007, levei minha filha na Feira do Livro. Lá tem uma moça que contava histórias para as crianças. O material dela era bem legal um flanelógrafo com todos os personagens das histórias que estava contando. Só que ela não contava as histórias, ela tinhas os livros e ia lendo-as para. Percebi que depois da primeira história as crianças foram perdendo a atenção, pois as vezes a moça se atrapalhava com o livro e os personagens que adicionava ao flanelógrafo, não mantinha uma dinâmica na voz, pois sempre usava o mesmo tom e volume de voz. Se ela não estivesse lendo seria diferente, pois poderia estabelecer uma outra dinâmica na contação prendendo mais a atenção das crianças.

Um comentário:

Beatriz disse...

Oi Mario aqui sim houve detalhes e se percebe muito bem as diferenças e inovações. Valeu!!
Um abraço
Bea