Um dos princípios que está consagrado na LDB 1996 é a igualdade de condições e permanência na escola. Pois bem, vou mostrar através de uma fotos que nem sempre o que está claro e bonito no papel é garantido na prática. Talvez as pessoas que dirigem as escolas, ou pelo menos na escola em que trabalho, deveriam conhecer o que diz a LDB minimamente para garantir o mínimo necessário para que os alunos possam desenvolver sua aprendizagem, em especial os alunos com necessidades especiais educacionais. No caso que vou mostrar recursos financeiros não são premissas para garantir a igualdade de condições e permanência na escola. Bastaria algumas modificações simples. Este caso já venho relatando no blog e no wiki.
A primeira imagem que vou mostrar refere-se ao acesso do pavilhão onde fica o refeitório. Podemos notar uma pequena valeta onde corre a água da chuva e o degrau na porta. Bastava canalizar esta valeta e por cima do cano fazer uma pequena rampa. Parece bobagem, mas a professora da menina tem dificuldade para vencer este trecho. 

Ao chegar ali a pessoa que está empurrando a cadeira tem que parar, dar uma volta de 360º e entrar de costas par facilitar a entrada. Se tivesse uma rampa a menina poderia entrar de frente para o saguão. Ela nunca terá a visão de quem está entrando e sim de quem está saindo pois é assim que ela entra. Sem falar no transtorno, pára todo mundo e vamos ajeitar a coleguinha. Então todo início de ano letivo é assim, os coleguinhas novos param para ver como a colega entrará no saguão. Para a entrada no refeitório o ritual é o mesmo, pois há um degrau na porta. Então tem que se fazer a mesma coisa. Se tivesse uma
Rampa o ritual não seria necessário.
Na imagem ao lado vemos o refeitório. Podemos observar que não há nenhuma mesa adaptada para cadeirantes. Então a aluna chega e tem que se ajeitar do jeito que dá. A menina fica longe da mesa, pois como podemos ver as mesas, em baixo, têm ferros que impossibilitam a aproximação da cadeira. Ou ela tem que comer com o prato na mão. Mas ela tem dificuldades motoras manuais.
Vamos agora dar uma olhada no acesso para a biblioteca e sala de vídeo, que especialmente, pensou eu, nas séries dos anos iniciais são utilizadas pelos professores com freqüência. Está na foto aí ao lado. São dois lances de escada. Imaginem como os professores fazem para levar a menina à biblioteca. Todas as terças feiras a turma dela tem hora do conto. A professora dela me pede para que a leve até a biblioteca ou à sala de vídeo quando quer usá-lo. Na terça dia 28/04/09 eu a levei. Chegamos na escada e perguntei para a menina como ela gostaria de subir: na cadeira ou no colo? Ela pediu para subir na cadeira. Então tive que, de costas, puxar a menina degrau por degrau escada a cima.
Eu não me incomodo em fazer, mas deve ser muito difícil para a aluna.
E para finalizar vamos ver como é sua acomodação na sala de aula.
Podemos observar que a cadeira de rodas não se encaixa na sua classe. Isso vai dificultar sua escrita, e a menina já tem problemas motores para escrever. Sua coluna tem que ficar curvada, o que pode acarretar problemas futuros.
As imagens aqui apresentadas falam por si só. Comprovadamente
a lei está só no papel. Já em outros momentos conversei com nossa supervisora sobre estas questões, mas ela não está inclinada a fazer as mudanças necessárias para garantir a igualdade de condições e permanência na escola, princípio estabelecido na LDB.
Rampa o ritual não seria necessário.Na imagem ao lado vemos o refeitório. Podemos observar que não há nenhuma mesa adaptada para cadeirantes. Então a aluna chega e tem que se ajeitar do jeito que dá. A menina fica longe da mesa, pois como podemos ver as mesas, em baixo, têm ferros que impossibilitam a aproximação da cadeira. Ou ela tem que comer com o prato na mão. Mas ela tem dificuldades motoras manuais.
Vamos agora dar uma olhada no acesso para a biblioteca e sala de vídeo, que especialmente, pensou eu, nas séries dos anos iniciais são utilizadas pelos professores com freqüência. Está na foto aí ao lado. São dois lances de escada. Imaginem como os professores fazem para levar a menina à biblioteca. Todas as terças feiras a turma dela tem hora do conto. A professora dela me pede para que a leve até a biblioteca ou à sala de vídeo quando quer usá-lo. Na terça dia 28/04/09 eu a levei. Chegamos na escada e perguntei para a menina como ela gostaria de subir: na cadeira ou no colo? Ela pediu para subir na cadeira. Então tive que, de costas, puxar a menina degrau por degrau escada a cima.Eu não me incomodo em fazer, mas deve ser muito difícil para a aluna.
E para finalizar vamos ver como é sua acomodação na sala de aula.
Podemos observar que a cadeira de rodas não se encaixa na sua classe. Isso vai dificultar sua escrita, e a menina já tem problemas motores para escrever. Sua coluna tem que ficar curvada, o que pode acarretar problemas futuros.As imagens aqui apresentadas falam por si só. Comprovadamente
a lei está só no papel. Já em outros momentos conversei com nossa supervisora sobre estas questões, mas ela não está inclinada a fazer as mudanças necessárias para garantir a igualdade de condições e permanência na escola, princípio estabelecido na LDB.

Um comentário:
Mario, que post excelente!! Sugiro que chames a administração da escola e mostres o que aqui colocastes. As imagens dão a dimensão real do problema. Muitas vezes, pelo excesso de coisas a resolver, os gestores não se dão conta da dificuldade. E como a dificuldade é compartilhada por uma minoria isso fica para depois.Quem sabe, as próximas obras da escola seja uma rampa, uma adptação na mesa do refeitório e da sala de aula. São coisa bem pequenas, que envolvem poucos recursos. Aqui entra a famosa priorização e vontade política.
Um abração
Bea
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