quinta-feira, abril 09, 2009

Inclusão

Falar da inclusão de alunos com necessidades especiais na escola ainda é muito difícil, principalmente por parte dos professores. A resistência é muito grande. Entre outras justificativas temos a falta de formação adequada dos professores e, no caso das escolas estaduais, o embate entre professores e a secretaria estadual de educação. Muitos dos direitos conquistados com muito suor, estão sob ameaça com algumas modificações no plano de carreira dos professores que logo entrará em pauta na Assembléia Legislativa do estado. Os professores acham que estão fazendo demais em função do salário que ganham.
Os textos da interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais - A, tem nos dados um panorama geral da evolução desta questão ao longo da história da humanidade. O preconceito e a consequente exclusão ainda estão ligados a este tema. Na escola estadual na qual trabalho temos dois alunos especiais. Um aluno é Down e outro é cadeirante. O primeiro está sofrendo preconceito das mães de seus colegas, segundo o relato que a mãe do menino me fez esta semana. Já a menina, que é cadeirante, as pessoas a olham com sentimento de pena. Ano passado esta menina estudava em uma sala cujo o pavilhão tem acesso com uma rampa, este ano ela esta em uma sala onde não há acesso por meio de uma rampa. Não há um espaço da escola adaptado para que esta aluna tenha acesso facilitado. A sala de vídeo por exemplo, fica no segundo piso do prédio. Quando a professora da menina vai ao vídeo pede minha ajuda para levar a menina escada a cima. Eu a pego no colo e praticamente todos os alunos que não são da sua turma ficam olhando daquele jeito constrangedor. Hoje ela tem apenas nove anos, mas quando ela entrar na adolescência como ela se sentirá? Para o menino Down a escola não oferece nenhum recurso diferenciado. A professora não dispõe de um monitor para auxiliá-la. Como dar conta deste aluno, pois ele exige uma atenção especial, sendo que tem mais uns vinte alunos na turma?
As leis são muito perfeitas no papel, mas nossos governantes deveriam ter vergonha na cara e botar seu discurso em prática. O que nos resta é a troca de experiências com outros colegas que já tem uma caminhada neste campo e a pressão constante nas direções das escolas para que elas as encaminhem às mantenedoras e desta forma quem sabe poderemos ter algum retorno positivo e daí qualificar o trabalho com estes alunos.

Um comentário:

Beatriz disse...

Oi Mário, quando escreves é excelente ler!! Pena que isso seja tão pouco!! Teu portfólio , a cada semestre, se mostra mais pobre e com menos elementos. Isso se deve ao fato de não registrares teus processos de aprendizagem, tua prática como professor ou tuas vivências como um ser social. Lembro e alerto que , esse ano, não permitiremos, postagens acumuladas no blog.
Vamos lá!! Tens que escrever. Já pensastes que pouco vais te recordar do curso?
Um abração
Bea