quinta-feira, agosto 13, 2009

Questões Étnicos Raciais na Educação

As atividades realizadas durante o semestre na interdisciplina Questões Étnicos Raciais na Educação Sociologia e História - A, apontou caminhos para um trabalho que pretende tratar da questão sem acirrar o preconceito já existente em relação as minoria étnicas em nosso país, em especial índios e negros. De outra parte mostrou-nos o medo - preconceito - de muitos colegas que disseram não se sentirem a vontade para trabalhar estas questões em sala de aula. Isso ficou evidenciado na atividade proposta em que tínhamos que entrevistar quatro crianças negras para saber como era para eles serem alunos negros inseridos no contexto da escola branca. Por isso este tema é ainda pouco debatido nas escolas fazendo com que o preconceito continue velado em nosso país. Por outro lado esta interdisciplina fez-me rememorar uma conferência que participei com o professor Kabengele Munanga - Professor Titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo - no ano de 2002. Faz, ele, toda uma retomada histórica a cerca da retirada dos negros de sua terra e da negação, por parte dos brancos, em relação a "identidade humana genérica que faz parte de todo ser humano um animal racional diferente dos demais animais".
Da conferência do professor Kabengele até as aulas da professora Marilene muita água passou por de baixo da ponte, mas em relação a discussão sobre as questões étnicos raciais na escola não há nada de diferente. O preconceito está cada vez mais na cara e a escola não faz nada para tratar deste tema. E quando muitas vezes algum professor propõe o debate muitos colegas lhe dizem que daí sim o racismo vai ser mais acentuado.
Contudo a interdisciplina me possibilitou um olhar para o passado em busca das minhas origens. Sempre achei importante a questão da ancestralidade, mas em relação aos outros. Não achava importante a minha ancestralidade. Uma das atividade proposta pela interdisciplina me fez mudar de idéia. Foi a primeira atividade. Tinha como título: Eu, Eu e os outros. A partir da minha filha vi o quanto é importante saber nossas origens. Gostaria que ela tivesse orgulho em ser minha descendente, coisa que não valorizei em relação aos meus pais. Não busquei saber minha origem étnica herdada deles. Mas isso já se modificou em mim, agora espero poder reencontrá-las. A partir disso poderei, com mais propriedade, incentivar meus alunos a buscarem saber sua história de vida e de seus ancestrais.

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