quarta-feira, outubro 21, 2009

Linguagem e Educação

Desde os primórdios o homem vem se adaptando no mundo e produzindo formas de comunicação. As pinturas rupestres nas cavernas de Altamira, na Espanha nos mostram alguns indícios do porque das pinturas. Elas tinham como objetivo a comunicação entre os integrantes de um mesmo grupo, além do significado ritualístico. Segundo Graça Proença (2000) o homem que viveu na Idade da Pedra Lascada acreditava que: “... poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho”.
O mundo evoluiu e as formas de comunicação e representação das mesmas também. Especialmente no nosso tempo vivemos um dilema: nossos jovens estão fazendo uso das novas TICs. Por um lado isso é positivo, mas por outro há uma preocupação por parte de muitos educadores com a forma como a comunicação se dá. No meio virtual parece que tudo pode. Eles entenderam essa mensagem e trataram logo de criar uma nova forma de se comunicar, em relação à escrita, nas salas de bate papo. Criou-se uma “nova língua”: o Internetês. E muitos acreditam que podem transferir para a escrita formal o modo como escrevem na internet. Ou estão justificando os erros por conta do costume em escrever no computador.
Desde o Paleolítico Superior até nosso tempo muita coisa mudou na forma de os seres humanos se comunicarem e os recursos utilizados para tais comunicações. A história da humanidade nos comprova ao longo do tempo que muitas são as formas de falar/escrever/ler, nos mais variados segmentos das sociedades mundo a fora.
Cabe a nós educadores promover o debate entre os alunos, sobre este tema, para que eles percebam a importância da escrita formal enquanto meio de comunicação. Entendo que dessa forma um maior número de pessoas poderá ter acesso e entendimento daquilo que se está querendo comunicar, pois nem todas as pessoas dominam as novas formas de comunicação que os meios tecnológicos propiciam.

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