EIXO V
Relembrando as atividades do Eixo V, onde as interdisciplinas tratam basicamente da organização curricular e administrativa da escola, além da gestão com um todo, percebo que, apesar de se passarem dois anos, as coisas continuam na mesma. Daí a percepção de como o processo de mudança na educação é lento. A reboque dos avanços tecnológicos vai a escola com todos os seus vícios. Olhando para trás percebe-se que quase nada mudou. Uma das coisas que aprendi nesse semestre é quão forte é o corporativismo daqueles colegas que não querem nenhum tipo de mudança na escola.
O PEAD, através da interdisciplina Organização e Gestão da Educação A, possibilitou-me fazer um estudo sobre as leis que regem a educação no nosso país. Entre outras coisas pude perceber que a partir da constituição de 1988, muitas foram as conquistas da sociedade. Na educação, por exemplo, a gestão democrática foi uma delas. Mas, por conta das discussões e trabalhos realizados, percebi que não basta criar leis, tem que haver garantias de que serão cumpridas. Entendo que para isso ocorrer todas as instâncias representativas deverão estar envolvidas no processo de gestão da escola. Por que se assim não for, direitos assegurados por lei deixam de ser garantidos de fato na escola. Então uma das coisas que persigo até hoje é que haja democracia de fato dentro das escolas em que trabalho. Nesse sentido, o PEAD mais uma vez me garantiu embasamento na lei para poder propor as discussões que achava necessário acontecer dentro da escola para que os direitos, principalmente dos alunos fossem garantidos.
Além dessa questão da gestão democrática na escola, a interdisciplina tratou da questão da formação e valorização do magistério no Brasil. Não adianta dar formação e não pagar bons salários. Nesse sentido percebi que nem uma coisa nem outra estão acontecendo a contento. Contudo, tenho que fazer a ressalva do PEAD. É um curso especificamente para professores que atuam nas redes de ensino públicos que não tem formação de nível superior. Convênio firmado entre governo federal, governo estadual e governos municipais. Essa é uma realidade do Rio Grande do Sul. Dos outros estados e municípios da federação não posso falar. O Fórum, Profissionais da Educação, mostrou com muita clareza como os professores se sentem em relação a sua formação e ao seu plano de carreira. Salários baixos, fazendo com que muitos professores, que é o meu caso, tenham que fazer uma jornada de trabalho de sessenta horas semanais. Isso do meu ponto de vista torna impraticável, para qualquer profissional da educação, dar uma boa aula. As condições de trabalho e as turmas superlotadas foram tocos muito mencionados no Fórum.
Assim sendo, digo que não adianta termos belas leis no papel se os governos, gestores públicos não as cumprem. Meu papel procurei fazer na medida em que ia me dando conta dos caminhos que podia utilizar para provocar algumas discussões dentro das escolas que trabalho. O aporte teórico, referente as leis que regem a educação no Brasil, disponibilizado pelo PEAD foi e está sendo de grande valia para reivindicar meus direitos e assegurar os direito básicos de meu alunos.

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