Mostrando postagens com marcador mapas.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mapas.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 17, 2010

Cálculo sem números

Essa semana tivemos muitos acertos, ainda que, por minha ansiedade, os alunos tem demorado a realizar as atividades planejadas. Mas tenho que respeitar esse tempo da turma e o rítimo de cada aluno. Não concluimos os gráficos, apenas pude fazer uma breve introdução a respeito de gráficos e sua utilidade. Contudo, a pesquisa na intrnet foi proveitosa, os alunos pela priemra vez puderam pesquisar em três computadores diferentes, cada grupo utlizando um pc. Como sugeriu a professora Bea., deveríamos negociar com os setores da escola que têm computadores com internet. Foi o que fiz, utilizamos o computador da sala dos professores, o da biblioteca e o computador da supervisora. Mas na sexta feira a nossa sala de informática foi concluida e nessa semana vamos passar a fazer as pesquisas desta sala. Cada aluno poderá trabalhar individualmente na sua pesquisa e depois socializar com o grupo. Agora nosso blog vai deslanchar, pois poderemos acessá-lo com mais frequência. Quero destacar duas atividades realizadas na semana, que me deixaram muito contente. A primeira foi a leitura das fotos atingas da escola. Os alunos em seus grupos puderam ver as fotos, no primeiro momento, livremente e depois fui passando pelos grupos e questionando-os sobre as imagens que estavam vendo. Uma das coisas que me chamaram a atenção nessa atividade, foi a empolgação dos alunos em manusear as fotos, coisa que eu não via a muito tempo. Hoje vivemos em um mundo em que não se revelam mais fotos como antigamente. Apenas vemos nos dvds, computadores, máquinas digitais e celulares. Não existe, principalmente, nas crianças aquele custume de ver fotos em álbuns de fotografias. Os alunos ficaram encantados por poder ver fotos antigas da escola e como era o entorno da mesma. Puderam comparar como era a escola antigamente e como ela está agora. É a coisa do objeto, interagir com ele e construir o conhecimento a partir dessa interação. Segundo H. Wallon (1979) “A escola é um coletivo, que não deve deve ser deixado ao acaso de uma simples reunião. Deve ser organizado pelo mestre…” Pois, essa atividade e a próxima que relatarei, ensejam a possibilidade de organizar esse coletivo que vem para a escola. Ou seja, as imagens são carregadas de informações, simplesmente olhá-las não teria sentido algun. Aqui entra o professor como instigador, mediador da discussão que possibilitará aos alunos construir seu conhecimento. A segunda atividade foi a apreciação dos alunos com relação ao caminho que fazem da escola para casa. Essa atividade foi realizada na sala de vídeo com auxílio do data show. Eram fotos do Google Eart que fizemos print screen e depois, manipulamos no paint. Entre outras coisas fizemos cálculos da distância da casa de dos alunos até a escola. Essas distâncias no primeiro momento eram apenas medidas pela visão, comparando quem morava mais perto e quem morava mais longe. Depois fizemos cálculos utilizando como unidade de medida a palma da mão. Essa unidade de medida foi sugerida por um aluno porque não havia régua na sala onde estávamos para fazer a medição, então sugeriu fazer dessa forma. Depois uma colega disse que tinha uma régua, mas que não tinha números, mas que a mesma tunha 15cm. Daí partimos para o cálculo mental com números. Mas o destaque fica para a percepção dos alunos de que não precisamos só de régua par medir. Surgiu a idéia do lápis como unidade de mediada, a mão, mais tarde os passos. Segundo Paulo Freire (1987): “Uma pedagogia autoritária, ou um regime político autoritário, não perminte a liberdade necessária à criatividade, e é preciso criativiade para se aprender”. Finalizando, penso que nessa aula houve criatividade por parte do aluno para resolver a questão da distância entre suas casas e a escola e uma pedagogia democrática que permitiu a criatividade em sala de aula.
Veja as imagens:

Referências:

Shor, Ira e Freire, Paulo. Medo e Ousadia – O Cotidiano do Professor. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1986.

Wallon, Henri. Psicologia e Educação da Criança. Lisboa, Vega, 1979. In Vanconcellos, Celso dos S. Contrução do conhecimento em sala de aula, 12ª ed. São Paulo, Libertad, 2002.


sexta-feira, maio 07, 2010

Conhecimento prévio

Uma das ações que me ajudam no desenvolvimento das diversas atividades que hoje desenvolvo com meus alunos, em especial no estágio, diz respeito aos conhecimentos prévios dos alunos. O trabalho com Projetos de Aprendizagem tem como uma de suas etapas o levantamento dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao tema que estão investigando.
Nosso trabalho está focado na construção da história do bairro Jardim Leopoldina. Entre as atividades que desenvolvemos, quero destacar a construção de um mapa demonstrando o caminho que os alunos fazem da casa para a escola. Não havia falado nada sobre mapas, só pedi que fizessem o caminho da casa para a escola. Com esssa ativiade incial pude perceber que conhecimentos os alunos tinham sobre mapas. Depois disso, passamos a analisar vários tipos de mapas e também olhamos, no data show o Google Eart, o caminho que cada aluno faz da sua casa até a escola. Analisamos as diferenças entre os seus mapas e os mapas vistos. Pedi para refazerem os mapas, a diferença foi grande.
Se eu tivesse realizado essa ativiade da forma como fazia antes do PEAD, teria dado tudo pronto para os alunos. Não teria levado os alunos a refletir sobre seu trabalho comparando-o com algo concreto. Nesse sentido, entendo que o papel desenvovlido por mim, foi o do professor que não dá tudo de mão beijada, mas que estimula os alunos a pensar e rever seus conceitos.
Segundo o texto Arquiteturas pedagógicas para educação à distância:" ... o conhecimento não está assentado nas certezas, mas sim nasce do movimento, da dúvida, da incerteza, ..." Penso que esses movimentos estão acontecendo no meu modo de atuar em sala de aula e o resultado, mesmo que lento, porque os alunos estavam aconstumados a receber tudo pronto, está aparecendo gradativamente de a cordo com o rítimo da turma. Algumas fotos dessa atividade podem ilustrar o que estou relatando.
Na foto abaixo podemos ver a primeira versão de um mapa feito por uma aluna. Podemos observar que ela desenha uma coisa ao lado da outra, a escola, a casa e uma árvore. Possivelmente esta árvore está no caminho que ela faz para escola.

A próxima foto mostra o mapa refeito. Esse mapa foi refeito depois que vimos vários tipos de mapas, vimos o caminho que ela faz visualizando o Google Eart no data show e depois de analisarmos sua primeira versão do mapa comparando-o com os mapas que vimos. As referências são bem mais expressivas do que anteriormente, bem como o mapa em si.



Mais duas fotos de outra aluna que demosntram as diferenças entre a primeira e a segunda versão do mapa que representa o caminho que faz para ir à escola.