Esta postagem tem por objetivo relatar o desenvolvimento sócio-afetivo e cognitivo de um aluno com o qual trabalho a partir da experiência do xadrez em sala de aula. Como já havia mencionado no post Xadrez na sala de aula, o xadrez ajuda a desenvolver muitas habilidades nos alunos. Podemos citar a capacidade de concentração, paciências, atenção, reciocínio lógico matemático, percepção espacial, imaginação, projeção do presente e do futuro entre outros.
No caso do aluno em questão quero destacar duas coisas que observei a partir do momento em que começou a jogar xadrez. A primeira foi a questão da sociabilidade com os colegas. O aluno é muito tímido, ele não falava com nenhum colega e nenhum colega falava com ele. Mas a partir do momento em que começou a jogar a situação se modificou. Ele é um dos alunos que aprendeu rapidamente a jogar xadrez e, a jogar bem. De modo que os colegas passaram a desafiá-lo. Provocação que foi aceita por ele. Hoje ele conversa com os colegas e a té fala com as meninas, coisa que não fazia. A outra questão é cognitiva. O menino tinha muita dificuldade nas atividades de matemática. Nos últimos dias notei que está superando dificuldades que vinham já desde o início do ano e assimiliando conteúdos novos com mais facilidade do que antes. Essas observações fui fazendo durante o cotidiano da sala de aula.
Como professor fico contente em saber que um simples Projeto pode ajudar esse menino e muitos outros.
Agora vou falar um pouco do envolvimento da escola como um todo no Projeto. Na verdade quero mostrar umas fotos do trabalho realizado pelos alunos com o auxílio dos oficineiros. É a construção das peças gigantes, que também faz parte do Projeto, além da construção do tabuleiro gigante que possibilita que os deficientes visuais possam jogar também. Essas peças são construídas utilizando a técnica de papietagem a partir de moldes de plásticos que representam as peças do xadrez. O tabalho procurou envolver todos os alunos da escola, tanto no aprendizado do jogo quanto na construção das peças gigantes. Na medida do possível os alunos participaram de todo o processo.

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