terça-feira, dezembro 07, 2010

Revendo Eixo I

EIXO I

Fazer uma reflexão a partir sobre minha trajetória no PEAD é algo que tenho certeza me trará boas e más lembranças. Olhando para trás e vendo tudo que passou, posso dizer que valeu apena fazer parte de algo inédito, pois até onde sei, fomos o único curso de graduação totalmente à distância no Brasil. Quando iniciamos eu não sabia bem aonde ia chegar, mas cofiava inteiramente na instituição – UFRGS – e seus professores. Onde vejo a diferença que este curso está fazendo na minha vida profissional.
As duas primeiras postagens do mês de setembro de 2006 falam da expectativa do curso e dos primeiros contatos com as TICs, sem saber muito bem o que significava o termo. Fala das visitas aos blogs dos colegas e das visitas dos colegas dos colegas ao meu blog.
Em outubro o volume de postagens aumentou siginificativamente. Ainda tenho muitas dificuldades em lidar com as tecnologias, mas por outro lado, a medida que vou me familiarizando com as TICs as dificuldades iniciais vão diminuindo.
Especilamente nesse momento do curso, consigo fazer uma assinatura de Internet banda larga e passo a utilizar o computador com mais frequência, deslocando o tempo e o espaço de estudo. Agora, não é mais a sala de aula e tempos pré determinados que pautam a minha dinâmica de estudo. Os horários de estudo em casa faça-os na medida em que tenho tempo disponível para estudar. Outra coisa nova, que chamou atenção, foi o contato com os professores, não mais presencial, mas virtual. Fica estabelecida outra dinâmica de trabalho entre professores e alunos e entre alunos e alunos.
Percebo o meu crescimento em relação aos uso das TICs, pois além dos textos escritos, já há nesse momento inserção de hiperlinks e imagens. As postagens já são sobre as leituras realizadas nas interdisciplinas e aos poucos vou me apresentando e contando um popuco da minha história.
Continuam os problemas com as TICs, mas o trabalho não pára. As reflexões exigem mais conteúdos e eles aparecem de forma tímida. O volume de postagens se mantém ao do mês anterior.
A interdisciplina ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE apresenta textos que para professores que já estão atuando, como é o meu caso, demonstram situações que pecebo nas escolas em que trabalho, como relação de poder entre direção de escola e professores, professores e alunos, funcionários e alunos e entre os próprios alunos . Agora já posso fazer relação entre os textos lidos e a realidade dos meus alunos. Entendo melhor porque tais situações se dão com determinados alunos dentro da escola. Antes do PEAD, não era bem assim que via as coisas. Só sabia que elas existiam na prática, mas a fundamentação de tais situações não.
O eixo I foi o eixo da descoberta de uma nova forma de aprender. A sala de aula não é mais na universidade e nem o tempo para estudo está limitado por períodos de aula que têm início e fim.
Agora, a sala de aula e o tempo de estudo dependem de onde estou. Isso exige disciplina e
dedicação.

quarta-feira, agosto 11, 2010

domingo, junho 13, 2010

Quatro anos de PEAD

Fim de estágio, é hora de ver que práticas funcionaram e que práticas não funcionaram, ou não se desenvolveram como o planejado e reorganizar as idéias. Apesar da experiência de anos de magistério, sempre temos e teremos algo a aprender: um jeito diferente de fazer a mesma coisa, um tempo diferente de desenvolvimento de projetos, lugares que não são sala de aula, mas que podem se tornar local para dar aula, uma leitura que no momento não usamos e que no futuro pode ser usada, uma fala de aluno que deve ser levada em conta, olhar a escola com o devido distanciamento que permita uma reflexão imparcial sobre a mesma, enfim, sempre teremos algo a aprender para poder ensinar. O PEAD muito contribuiu para que minha visão sobre educação, sobre a escola e, sobre tudo, minha prática pudesse se modificar ao longo desses quatro anos. Mas essa reflexão mais aprofundada penso que deva ficar para uma postagem final. Vamos à nona semana.

Na medida em que os alunos foram utilizando as TICs para desenvolver o Projeto de Estágio, sua capacidade de organização e utilização das mesmas foi melhorando, digamos assim, na medida em que as TICs deixam de ser novidade e passam a fazer parte do seu cotidiano. Isso superado, temos outro desafio: desmistificar a questão da internet como tábua de salvação para o problerma da baixa qualidade da educação e da aprendizagem dos alunos. Se fosse só isso era só largar os alunos na sala de informática com acesso à internet e estaria tudo resolvido. O professor continua tendo papel importante na construção do conhecimento do aluno, mesmo quando este está usando as TCIs. Para Piaget a aprendizagem do estudante será significativa quando esse for um sujeito ativo. Simplesmente deixar os alunos na sala de informática para utilizar o computador e acessar ainternet não garante que o aluno se trone um sujeito ativo. Os alunos podem ficar horas e horas em frente ao computador e não construir uma linha de conhecimento. Segundo Moran (2000,p.63), utilizar as mídias atuais na educação poderá ser revolucionário se ocorrer simultaneamente uma mudança dos “paradigmas convencionais do ensino” que afastam professores e alunos. “Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial.” O prefessor precisa apropriar-se do uso dessas mídias para mediar o uso das mesmas possiblitando aos alunos efetivamente construir conhecimento. Isso passa pela compreensão dos professores de que não podemos precindir de mudanças na forma como trabalhamos com nosso alunos. Está sendo dessa forma que estou conseguindo fazer minha turma trabalhar utilizando as TICs como ferramentas importantes para sua aprendizagem. Admisntrando os tempos de estudo de forma diferente, respeitando os tempos de cada aluno, mudando o locus de parendizagem, ouvindo os alunos, valorizando seus conhecimentos prévios.

Esta semana em um dos dias que fomos para sala de informática, utilizamos o open office para edição de texto. Das outras vezes que usamos a sala de informática, trablahamos om o tuxpaint e com pesquisas na internet. Minha expectativa era de que os alunos demorariam muito tempo para digitar o texto, que já havíamos construído coletivamente na sala de aula. Não foi o que aconteceu com a maioria dos alunos. Apesar da quase neunhma experiência com editor de texto no pc, os alunos se saíram bem. E como os adultos, que nunca utilizaram um computador para escrever, apresentaram as dúvidas báscias: como digitar uma letra maiúscula, como mudar de linha, como aumentar o tamanho do texto, como centralizar o título, como fazer para apagar uma letra escrita de forma errada, etc. Com a diferença de que o adulto tem vergonha de errar e a criança está disposta a tudo. Não tem medo de errar, quer ficar o maior tempo possível na frente do computador, quer ajudar o colega que sabe menos do que ela. Isso foi uma coisa que me chamou atenção. Quando estamos em sala de aula e um aluno espia o caderno do outro, este outro já reclama dizendo que fulano quer copiar do seu caderno e ainda fala que o mesmo é burro. Aquelas coisas que sabemos acontecem na sala de aula. Lá na sala de informática aquele que pede ajuda para outro colega não é chamado de burro e vários colegas se dispõem para ajudá-lo. Ainda não descobri porque isso acontece, justamente o oposto da sala de aula.

Chamou a atenção dos alunos o fato de aparecerem linhas vermelhas em abaixo das palavras. Expliquei-lhes que a linha vermelha sempre aparecerá quando a palavara estiver escrita de forma errada. Muitos alunos então começaram a fazer a correção, tentando primeiramente identificar onde estava o erro na palavra que copiaram do caderno. A maioria dos alunos havia escrito no caderno a palavra errada também, mas só que lá no caderno não aparece a linha vermelha para chamar sua atenção para o erro. Então uma coisa legal do editor de texto é o fato de aparecer essa linha vermelha para chamar a atenção dos alunos para forma como digitaram a palavra. E os alunos não querem que aquela linha fique ali, porque as pessoas vão ver que a palavra está escrita de forma errada. Continuamos o trabalho na sala de aula. Imprimi o texto de cada aluno com os erros e fomos para sala de aula fazer a correção utilizando o dicionário. Voltaremos para fazer a correção com computador, onde os textos foram salvos. Vejam algumas imagens:

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%A3o_professor-aluno

http://www.infoeduc.maisbr.com/arquivos/O%20papel%20do%20prof.pdf

segunda-feira, junho 07, 2010

Explorando o Tuxpaint

Esta semana o destaque fica para nossa primeira atividade na sala de informática. Nossa turma já havia realizado pesquisas na internet, mas não na sala de informática. Utilizamos os computadores da biblioteca, da sala dos professores, da sala de vídeo e o computador da supervisão escolar. Nossa sala de informática foi reformulada. Até o ano passado ela ficava no andar superio da escola. A partir deste ano a sala passou para o andar térreo da escola, garantindo acessibilidade e permanências para uma aluna cadeirante que temos na escola. Essa mudança se deu muito por conta da pressão e discussão que provoquei na escola, provocado pelas discussões do PEAD, pois a menina referida já foi minha aluna e foi objeto de estudo de caso no semestre 2009/1 da interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, e também mereceu uma postagem sobre o assunto neste blog. Além da sala estar em outro local, os computadores são todos novos. Todos com sistema operacional Linux.
Utilizamos o Tuxpaint para realizar um trabalho de composição de formas e composição de cores, tendo como referência a cores primáris e cores secundárias. O trabalho foi bem dinâmico, pois apeasr da maioria dos alunos nunca terem utilizados o Linux, alguns já haviam trabalhado com o Paint do Windowns. Estes ajudaram aqueles alunos que nada sabiam, o tempo pareceu não existir naquele momento tal foi a entrega dos alunos para realizarem a atividade. Os alunos puderam em um primeiro momento explorar de forma livre o aplicativo, no segundo momento o trabalho foi direcionado para a questão das formas geométricas e cores. Temos aqui algumas imagens para mostrar o trabalho dos alunos:

100_5071[1]     100_5070[1]

100_5076[1]  100_5074[1]

Podemos ver que a sala não está bem projetada para o uso, os alunos ficam muito juntos dificultando um pouco a utilização do teclado. Mas a direção da escola já está providenciando uma bancada que será colocadano meio da sala possibilitando que os alunos possam ficar mais livres para trabalhar com o teclado. As duas imagens são trabalhos de alunos, os quais eu nem orientei. Quando vi já haviam achado as figuras, que são carimbos que tem são incorporadas no aplicativo e eles mesmos já foram escolhendo o que fazer. NA imagme do avião  a aluna que estava fazendo descobriu que dava para pintar com apenas um clic, selecionando umasdas ferramentas de pintura. Já na segunda imagem o aluno utilizou um pincel para fazer a pintura, modo que lhe deu masi trabalho, pois tinha que cuidar para não ultrapassar o limite das linhas. Quando viu que a pintura da colega estava perfeita, perguntou a ela como tinha conseguido, então ela mostrou para ele como fazer. Chamou a atenção para a cooperação entre os alunos. Em outros momentos de sala de aula, eles ficam cuidadando para que os colegas não copiem o que estão fazendo, mas na sala de informática foi justamente o oposto o que aconteceu. Diferentemente da sala de aula não houve aquela coisa de chamar de burro porque não sabe fazer. 

Para Lea Fagundes quando encontramos estudanes que têm mais familiaridade com a informática do que o professor podemos tirar proveito disso “transformando  o jovem em um parceiro do adulto”.

Acrescenta ainda que: “O educador não deve temer que o estudante o desrespeite. Ao contrário, o adolescente vai se sentir prestigiado por partilhar sua experiência e reconhecer a honestidade do professor que solicita sua ajuda”.

De certo modo foi isso que aconteceu comigo e meus alunos nessa aula. Apesar de conhecer o Tuxpaint, naõ tinha-o explorado tanto para conhecer todos seus recuros. Teve muitas coisas que aprendei ali com os alunos e muitas coisas perguntei como fazer. Espero aprender muito mais ainda com os alunos.


Referências:
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/planejamento-e-financiamento/podemos-vencer-exclusao-digital-425469.shtml

segunda-feira, maio 31, 2010

Leitura visual

A semana que passou foi muito produtiva, apesar de ter me reunido com alguns pais que não estavam muito satisfeitos com o trabalho que venho realizando com a turma. Na verdade uma mãe que é liderança na comunidade acabou influenciando outras mães, então pedi uma reunião para explicar qual era o trabalho que estou realizando e como eu penso que deve ser a educação do séc. XXI. Segundo Pedro Demo (2002) "Pedagogia transformadora deveria, para ser minimamnete coerente, primeiro transformar-se a si mesma. Pois é impossível ser transforamdora, mantendo-se sempre a mesma". O fato é que essa mãe quer caderno cheio, o velho modelo conteudista. Contudo quando uma, ou mais mães, reclamam que o caderno de seus filhos está "vazio", penso que esteou tentando fazer aquilo que Pedro Demo sugere, ou seja, transformar-se a Pedagogia em Pedagogia transformadora. E é isso que venho aprendeo com o PEAD, através das leituras, dos fóruns de discussão, dos trabalhos realizados e em síntese da aplicação do Projeot de Estágio. Apesar de tudo a reunião com as mães foi produtiva, pois pude desconstruir a idéia de que os alunos não estavam aprendendo nada. No final das contas, a maioria das mães entendeu a proposta de trabalho e saiu satisfeita da reunião, pois mostrei tudo que estamos fazendo, principalmente o uso das TICs. Tinha mãe que nem sabia que seus filhos estavam utilizando computador na escola, que estavam aprendenod de uma forma diferente. Mas aqulea mãe não saiu satisfeita, mas… faz parte.

Quero destacar o trabalho realizado com a captura de fotos, por parte dos alunos, do lugares que eles mais gostam na escola e releitura das mesmas e ca construção textual a partir das releituras realizadas. Saímos para o pátio munidos de uma câmara digital e de dois celulares que podem fazer captura de imagnes. Os celulares pertencem a dois alunos e a câmara é da escola. O critério era capturar imagen do lugar que os alunos mais gostavam de ficar na escola na hora do recreio. A saída para o pátio foi trânquila, apesar da ansideade dos alunos em captar a sua imagem. depois disso fomoa para a sala de vídeo analisar as fotos. Nessa ida para o vídeo investiguei com os alunos que cores indentificavam nas fotos, que tipos de linhas, que coisas naturais do meio ambiente apareciam nas imagens, que coisas construídas pelo homem que faziam parte da paisagem. Essa atividade foi muito positiva, pois pude trabalhar com os alunos a questão da transfomação do meio ambiente realizada pelo homem, os tipos de cores, de linhas, trabalhar, enfim, a própria percepção dos alunos em relação a paisagem escolar. Após voltamos para sala de aula para fazer a releitura das imagens captadas. Quero destacar o trabalho de uma menina, em dois momentos da sua releitura. Vamos ver as imagens:

100_5065[1]

100_5055[2] 100_5061[2]

A primeira imagem é a foto da menina , a segunda imagem é a primeira versão, dessa menina do lugar que ela mais gosta de ficar na hora do recreio. Esse lugar fica na frente da escola. Então, ponderei com ela sobre a imagem e sua releitura, ou seja, a percepção sobre a imagem. Saí da sala com ela e fomos até o local para analisar sua releitura e o local de fato. Ela constatou que estava faltando o muro, então voltamos para a sala e ela fez a segunda versão, que é a terceira imagem. O que chama, minha atenção, é o cuidado em deixar as árvores dentro do pátio da escola, ela percebe, penso que principalmente porque foi ao local com sua primeira versão, que as linhs do muro que deve traçar não podem passar por cima dos troncoas das árvores, então ela consgue passar a idéia de que o muro está por trás das árvores. Acredito que se eu somente questionasse ela e solicitasse que acrescentasse o muro sem levá-laao local para ver e compar com seu desenho, muito provavelmente traçaria as linhas do muro por cima dos troncos das árvores. Penso que esse exercício do olhar, do comparar é fundamental para o desenvolvimento de um repertório visual o qual pode ser construido através da observação. Também se presta a construção e desenvolvimento das percepções espaciais dos alunos. A foto que ele tirou foi frontal, a sua representação é tal qual.

Aqui temos os alunos capturando as imagens:

100_5035[1] 100_5033[1]

100_5032[1] 100_5034[1]

Referências:

Demo, Pedro. Ironias da Educação - mudanças e contos sobre mudanças. Rio de Janeiro:DP&A, 2002. 2ª edição.

domingo, maio 23, 2010

Aprendendo com os alunos

Esta semana me dei conta do quanto preciso trabalhar com coisas(objetos) mais próximos da realidade dos alunos. Para Piaget, após os 7-8 anos as Relações Topográficas tornam-se mais amplas e a criança passa então a estabelecer as reealções Projetivas . Segundo Piaget(1993), o espaço projetivo inicia-se quando o objeto ou sua figura “cessam de ser considerados simplesmente em si mesmos para serem considerados relativamente a um ponto de vista do sujeito…”. Meus alunos encontram-se exatamente nessa fase, já havia mencionado isso em outra reflexão, mas é que como estou aprofundando algumas leitura e observando o comportamento dos meus alunos, acho pertinente destacar esse ponto. Percebo agora o quão importante é o trabalho que podemos desenvolver com a disciplina de geografia, pois podemos trabalhar diretamnete com o campo imagético dos alunos a partir de coisas concretas e que estão próximas à ele, para mais tarde poder trabalhar numa perspectiva mais ampliada das relações, por exemplo, de pertencimento dos alunos com relação a sua rua, ao bairro, a cidade ao estado, ao país e ao mundo. Pontanto, ao percber que ocupa um lugar no espaço e no tempo deve ter responsabilidade, direitos e deveres na relação direto ou indireta, com os atores sociais que compõe a paisagem urbana a qual pertence. Finalizando, posso afirmar com certeza que a reflexão dessa semana diz respeito a minha caminhada no PEAD e às aprendizagens que venho desenvovlendo durante todo o curso e em especial as pistas que meus alunos estão me dando e com isso me ensinando a ensinar.

Refrências:

Piaget, Jean. A representação do espaço na criança. Porto Alegre. Artmed, 1993.

Piaget, jean. Os estágios do desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente. In Piaget. Rio de Janeiro: Forense 1972.

segunda-feira, maio 17, 2010

Cálculo sem números

Essa semana tivemos muitos acertos, ainda que, por minha ansiedade, os alunos tem demorado a realizar as atividades planejadas. Mas tenho que respeitar esse tempo da turma e o rítimo de cada aluno. Não concluimos os gráficos, apenas pude fazer uma breve introdução a respeito de gráficos e sua utilidade. Contudo, a pesquisa na intrnet foi proveitosa, os alunos pela priemra vez puderam pesquisar em três computadores diferentes, cada grupo utlizando um pc. Como sugeriu a professora Bea., deveríamos negociar com os setores da escola que têm computadores com internet. Foi o que fiz, utilizamos o computador da sala dos professores, o da biblioteca e o computador da supervisora. Mas na sexta feira a nossa sala de informática foi concluida e nessa semana vamos passar a fazer as pesquisas desta sala. Cada aluno poderá trabalhar individualmente na sua pesquisa e depois socializar com o grupo. Agora nosso blog vai deslanchar, pois poderemos acessá-lo com mais frequência. Quero destacar duas atividades realizadas na semana, que me deixaram muito contente. A primeira foi a leitura das fotos atingas da escola. Os alunos em seus grupos puderam ver as fotos, no primeiro momento, livremente e depois fui passando pelos grupos e questionando-os sobre as imagens que estavam vendo. Uma das coisas que me chamaram a atenção nessa atividade, foi a empolgação dos alunos em manusear as fotos, coisa que eu não via a muito tempo. Hoje vivemos em um mundo em que não se revelam mais fotos como antigamente. Apenas vemos nos dvds, computadores, máquinas digitais e celulares. Não existe, principalmente, nas crianças aquele custume de ver fotos em álbuns de fotografias. Os alunos ficaram encantados por poder ver fotos antigas da escola e como era o entorno da mesma. Puderam comparar como era a escola antigamente e como ela está agora. É a coisa do objeto, interagir com ele e construir o conhecimento a partir dessa interação. Segundo H. Wallon (1979) “A escola é um coletivo, que não deve deve ser deixado ao acaso de uma simples reunião. Deve ser organizado pelo mestre…” Pois, essa atividade e a próxima que relatarei, ensejam a possibilidade de organizar esse coletivo que vem para a escola. Ou seja, as imagens são carregadas de informações, simplesmente olhá-las não teria sentido algun. Aqui entra o professor como instigador, mediador da discussão que possibilitará aos alunos construir seu conhecimento. A segunda atividade foi a apreciação dos alunos com relação ao caminho que fazem da escola para casa. Essa atividade foi realizada na sala de vídeo com auxílio do data show. Eram fotos do Google Eart que fizemos print screen e depois, manipulamos no paint. Entre outras coisas fizemos cálculos da distância da casa de dos alunos até a escola. Essas distâncias no primeiro momento eram apenas medidas pela visão, comparando quem morava mais perto e quem morava mais longe. Depois fizemos cálculos utilizando como unidade de medida a palma da mão. Essa unidade de medida foi sugerida por um aluno porque não havia régua na sala onde estávamos para fazer a medição, então sugeriu fazer dessa forma. Depois uma colega disse que tinha uma régua, mas que não tinha números, mas que a mesma tunha 15cm. Daí partimos para o cálculo mental com números. Mas o destaque fica para a percepção dos alunos de que não precisamos só de régua par medir. Surgiu a idéia do lápis como unidade de mediada, a mão, mais tarde os passos. Segundo Paulo Freire (1987): “Uma pedagogia autoritária, ou um regime político autoritário, não perminte a liberdade necessária à criatividade, e é preciso criativiade para se aprender”. Finalizando, penso que nessa aula houve criatividade por parte do aluno para resolver a questão da distância entre suas casas e a escola e uma pedagogia democrática que permitiu a criatividade em sala de aula.
Veja as imagens:

Referências:

Shor, Ira e Freire, Paulo. Medo e Ousadia – O Cotidiano do Professor. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1986.

Wallon, Henri. Psicologia e Educação da Criança. Lisboa, Vega, 1979. In Vanconcellos, Celso dos S. Contrução do conhecimento em sala de aula, 12ª ed. São Paulo, Libertad, 2002.


sexta-feira, maio 07, 2010

Conhecimento prévio

Uma das ações que me ajudam no desenvolvimento das diversas atividades que hoje desenvolvo com meus alunos, em especial no estágio, diz respeito aos conhecimentos prévios dos alunos. O trabalho com Projetos de Aprendizagem tem como uma de suas etapas o levantamento dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao tema que estão investigando.
Nosso trabalho está focado na construção da história do bairro Jardim Leopoldina. Entre as atividades que desenvolvemos, quero destacar a construção de um mapa demonstrando o caminho que os alunos fazem da casa para a escola. Não havia falado nada sobre mapas, só pedi que fizessem o caminho da casa para a escola. Com esssa ativiade incial pude perceber que conhecimentos os alunos tinham sobre mapas. Depois disso, passamos a analisar vários tipos de mapas e também olhamos, no data show o Google Eart, o caminho que cada aluno faz da sua casa até a escola. Analisamos as diferenças entre os seus mapas e os mapas vistos. Pedi para refazerem os mapas, a diferença foi grande.
Se eu tivesse realizado essa ativiade da forma como fazia antes do PEAD, teria dado tudo pronto para os alunos. Não teria levado os alunos a refletir sobre seu trabalho comparando-o com algo concreto. Nesse sentido, entendo que o papel desenvovlido por mim, foi o do professor que não dá tudo de mão beijada, mas que estimula os alunos a pensar e rever seus conceitos.
Segundo o texto Arquiteturas pedagógicas para educação à distância:" ... o conhecimento não está assentado nas certezas, mas sim nasce do movimento, da dúvida, da incerteza, ..." Penso que esses movimentos estão acontecendo no meu modo de atuar em sala de aula e o resultado, mesmo que lento, porque os alunos estavam aconstumados a receber tudo pronto, está aparecendo gradativamente de a cordo com o rítimo da turma. Algumas fotos dessa atividade podem ilustrar o que estou relatando.
Na foto abaixo podemos ver a primeira versão de um mapa feito por uma aluna. Podemos observar que ela desenha uma coisa ao lado da outra, a escola, a casa e uma árvore. Possivelmente esta árvore está no caminho que ela faz para escola.

A próxima foto mostra o mapa refeito. Esse mapa foi refeito depois que vimos vários tipos de mapas, vimos o caminho que ela faz visualizando o Google Eart no data show e depois de analisarmos sua primeira versão do mapa comparando-o com os mapas que vimos. As referências são bem mais expressivas do que anteriormente, bem como o mapa em si.



Mais duas fotos de outra aluna que demosntram as diferenças entre a primeira e a segunda versão do mapa que representa o caminho que faz para ir à escola.